Espanha en Fuego!

Madri, 20 mai (Prensa Latina) Os protestos que há cinco dias protagonizam milhares de pessoas em várias cidades espanholas contra o sistema político e econômico imperante continuam hoje apesar de sua proibição pela Junta Eleitoral Central (JEC).

Ontem, quase à meia-noite, a JEC declarou ilegais todas as reuniões e concentrações do chamado Movimento 15 de maio entre as zero horas deste sábado, jornada de reflexão, e as 24 horas do domingo, fechamento das eleições locais e regionais. 

O órgão encarregado de arbitrar os processos eleitorais neste país europeu recordou que nos dias de reflexão e votação (amanhã, sábado, e domingo, respectivamente) a legislação impede a realização de ato qualquer propaganda ou de campanha.

Em sua resolução enfatiza, também, que na jornada eleitoral está proibido formar grupos suscetíveis de entorpecer, de qualquer maneira que seja, o acesso aos centros de votação e também é vetada a presença daqueles que possam dificultar ou coagir o livre exercício do direito ao voto.

A decisão da JEC provocou um efeito chamada entre os jovens que integram o também conhecido como movimento dos indignados, que voltaram a passar a noite acampados na Porta do Sol de Madri, epicentro da espontânea mobilização.

Após outra gigantesca jornada, os membros da batizada por diversos meios como a Spanish Revolution, constituída através das redes sociais na Internet, asseguraram que não têm intenção de abandonar o acampamento do Sol.

Argumentam que os protestos pacíficos em pleno coração desta capital e nas principais praças de cerca de 30 cidades espanholas não influem na decisão dos cidadãos na hora de exercerem seu direito ao voto.

As inéditas manifestações defendem mudanças profundas no atual sistema democrático, eleitoral, político e econômico, ao qual qualificam de corrupto.

Consideram que o dirigente Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o conservador Partido Popular (PP), principal da oposição, só se preocupam em continuar no poder ou alternarem-se no mesmo sem oferecer efetivas soluções aos problemas das pessoas.

Os desencantados com o atual estado de coisas defendem, também, uma democracia mais participativa, a abolição da monarquia parlamentar e uma reforma da lei eleitoral, que favorece o bipartidismo (PSOE-PP).

Denunciam que as instituições que dizem representá-los se converteram em meros agentes de administração e gerenciamento a serviço das forças do poder financeiro internacional.

A democracia atual, sublinham, emana de corruptos aparelhos burocráticos que impedem a participação cidadã.

Como culpados da situação atual assinalam os que contribuem ao descrédito da política e à rejeição e desgosto da sociedade: o FMI, a OTAN, a UE, as agências de qualificação e, já na Espanha, partidos como o PP e o PSOE.

Fonte: Prensa Latina

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Diretório Acadêmico José Mariano da Rocha Filho
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Uma resposta para Espanha en Fuego!

  1. dazef disse:

    segue forte espanha!

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